domingo, 7 de dezembro de 2014

As águas


           O vídeo objetiva contemplar três vieses acerca da temática da água: sua multiplicidade de utilidades, atrelada ao ciclo hidrológico; o problema causado por sua ausência ou escassez; e uma interpretação lírica a ela associada.
       Na primeira parte do vídeo, a intencionalidade primeira é nortear a discussão da temática da água enfocando seu ciclo hidrológico, sua disponibilidade em nosso planeta e a influência e importância que dela decorrem na construção de sociedades e, de forma mais generalista, de nossa vida, afinal, somos 70% água.
       Através da música “Planeta Água – Guilherme Arantes” percebe-se o quão inestimável e essencial é a água para a manutenção da vida em nosso planeta. No entanto, apreendemos dela também a ideia de que a abundância desse recurso natural satisfaz e sempre satisfará nossas necessidades. Cabe destacar, então, que apenas cerca de 0,8% de toda água do planeta é potável e grande parte desse percentual encontra-se nas geleiras. Tendo esta constatação em vista, deveríamos reconhecer que a prudência e a razão deveriam nortear nosso consumo, todavia, não é o que ocorre – desperdiçamos muito mais do que utilizamos, no fim das contas. Nesse sentido, em nossas discussões em sala, buscamos destacar esse viés no intuito de repensar alguns atos e viabilizar/fomentar o uso consciente da água, a fim de preservar esse inestimável bem que a natureza nos disponibiliza de bom grado todos os dias, num ciclo.
       A segunda música, “Súplica Cearense – O Rappa”, evidencia as dificuldades quase intransponíveis que cercam as vidas daqueles que não têm acesso à água. Períodos de longas secas, rebanhos morrendo, ocupações profissionais escassas... Faz-se difícil trilhar uma vida num meio tão adverso. No entanto, assim o faz o nordestino. Buscando forças em Deus (em súplicas, lamentações, ladainhas...), o povo nordestino resiste com veemência. Por isso, nunca me envergonharei de ser nordestina: sê-lo me atribui ainda mais coragem e motivação perante quaisquer adversidades.

       A terceira e última música, “Santa Chuva – Marcelo Camelo”, foi escolhida para enfocar um viés um tanto mais lírico acerca da temática da água. Vários artistas se apropriam dessa vertente em suas criações e assim fez Camelo, com a singeleza e a beleza de sempre em suas composições. Valendo-se de figuras de linguagem, atribui à chuva uma significação, uma razão maior de ser (“Mas nada pode fazer se a chuva quer é trazer você pra mim”). Versa de forma simples e transpassa um sentido único em se tratando da água (ou especificamente da chuva).

(Natália Oliveira)

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