O vídeo objetiva contemplar
três vieses acerca da temática da água: sua multiplicidade de utilidades,
atrelada ao ciclo hidrológico; o problema causado por sua ausência ou escassez;
e uma interpretação lírica a ela associada.
Na primeira parte do vídeo, a intencionalidade primeira é
nortear a discussão da temática da água enfocando seu ciclo hidrológico, sua
disponibilidade em nosso planeta e a influência e importância que dela decorrem
na construção de sociedades e, de forma mais generalista, de nossa vida,
afinal, somos 70% água.
Através da música “Planeta Água – Guilherme Arantes”
percebe-se o quão inestimável e essencial é a água para a manutenção da vida em
nosso planeta. No entanto, apreendemos dela também a ideia de que a abundância
desse recurso natural satisfaz e sempre satisfará nossas necessidades. Cabe
destacar, então, que apenas cerca de 0,8% de toda água do planeta é potável e
grande parte desse percentual encontra-se nas geleiras. Tendo esta constatação
em vista, deveríamos reconhecer que a prudência e a razão deveriam nortear
nosso consumo, todavia, não é o que ocorre – desperdiçamos muito mais do que
utilizamos, no fim das contas. Nesse sentido, em nossas discussões em sala,
buscamos destacar esse viés no intuito de repensar alguns atos e
viabilizar/fomentar o uso consciente da água, a fim de preservar esse
inestimável bem que a natureza nos disponibiliza de bom grado todos os dias,
num ciclo.
A segunda música, “Súplica Cearense – O Rappa”, evidencia as
dificuldades quase intransponíveis que cercam as vidas daqueles que não têm acesso
à água. Períodos de longas secas, rebanhos morrendo, ocupações profissionais
escassas... Faz-se difícil trilhar uma vida num meio tão adverso. No entanto,
assim o faz o nordestino. Buscando forças em Deus (em súplicas, lamentações, ladainhas...),
o povo nordestino resiste com veemência. Por isso, nunca me envergonharei de
ser nordestina: sê-lo me atribui ainda mais coragem e motivação perante
quaisquer adversidades.
A terceira e última música, “Santa Chuva – Marcelo Camelo”,
foi escolhida para enfocar um viés um tanto mais lírico acerca da temática da
água. Vários artistas se apropriam dessa vertente em suas criações e assim fez
Camelo, com a singeleza e a beleza de sempre em suas composições. Valendo-se de
figuras de linguagem, atribui à chuva uma significação, uma razão maior de ser (“Mas
nada pode fazer se a chuva quer é trazer você pra mim”). Versa de forma simples
e transpassa um sentido único em se tratando da água (ou especificamente da chuva).
(Natália Oliveira)
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