ENCONTRO 01 - 10.10.2014
Nesse
primeiro encontro, pudemos conhecer a professora Gabriela e todos os discentes
do BI-Saúde. Para dinamizar as apresentações, a professora nos propôs uma
dinâmica utilizando um barbante. Conforme cada um de nós foi se apresentando,
uma teia ia gradativamente se compondo.
Essa
dinâmica mostrou-se muito perspicaz no entendimento de que devemos manter a
união e a integração em nossa turma e, além dela, quando atuarmos nas práticas
de saúde. Se não mantivermos nossos ideais individuais em harmonia, a teia
afrouxa e todo o trabalho coletivo colocar-se-á em risco de insucesso.
A professora Gabriela propôs que escrevêssemos
um breve comentário respondendo “O que é saúde para você?”. Meu conceito fora,
propositalmente, menos técnico e permeado de saberes específicos da saúde.
Busquei discorrer de forma essencialmente subjetiva, não dispensando, todavia,
certos conceitos mais objetivos e concretos.
No segundo
momento de nossa aula, assistimos a uma explanação acerca do segundo ciclo e de
algumas definições do curso de Medicina – sabidamente, o objetivo da maioria.
Dúvidas foram sanadas, outras surgiram (e ainda surgirão) e tivemos um ótimo
bate-papo com o Decano do IHAC e coordenador do BI Saúde em nosso campus,
Antônio José Costa Cardoso.
ENCONTRO 02 - 24.10.2014
Em nosso
segundo encontro no Vocacional, a professora Gabriela propôs que fizéssemos a
leitura do texto ‘Saúde, doença e cuidado: complexidade teórica e
necessidade histórica’, de Carlos Baristella. Fomos
previamente separados em grupos cuja responsabilidade era explanar/apresentar
os conceitos de saúde e doença inerentes a cada período histórico.
O grupo
que compus, juntamente com os colegas Olavo, Karyna e Gabriela, abordou o
conceito de saúde desde a pré-história até a civilização romana. Realizando
pesquisas acerca da Medicina Romana – a parte que me coube, dentro do grupo –
várias peculiaridades me chamaram atenção, como a presença de “esboços” de especializações
entre os ‘médicos’ romanos, a importância já atribuída ao sanitarismo, ao
início da composição de uma valorosa literatura médica e os medicamentos
(muitos compostos por ervas) mais comuns nesse período.
A partir
das demais apresentações, pude perceber a significação do contexto histórico
também para a atribuição e delimitação do conceito de saúde. Cada sociedade, no
decorrer do tempo e espaço, possui necessidades específicas e deveras
peculiares, na maioria das vezes. Logo, é perceptível a efemeridade de cada
definição que tange à saúde, sendo sempre necessária a renovação e a
atualização dessa definição. O que nos permite dizer que em se tratando de
saúde, não há um único conceito, absoluto e imutável; há conceitos infindos,
que surgem e permanecem (ou não) e auxiliam no entendimento das práticas e
acepções de saúde, atendendo às particularidades de cada período, sociedade,
cultura e localidade.
ENCONTRO 03 - 31.10.2014
No
terceiro encontro de nosso Vocacional, tivemos o texto ‘Abordagens contemporâneas do conceito de saúde’,
de Carlos Baristella, como leitura obrigatória.
Iniciamos
a aula relembrando algumas de nossas expectativas explicitadas no primeiro
encontro. Para amenizar as nossas inquietações, assistimos a um vídeo do Steve
Jobs relatando sua história de vida e a mensagem de perseverança, confiança e
fé no futuro era evidente. (Moral da história: Be hungry, be foolish!) Em seguida,
a professora Gabriela nos expôs um trabalho denominado “Discurso do Sujeito
Coletivo”, realizado a partir de nossas próprias definições acerca do conceito
de saúde, também decorrentes do primeiro encontro. Esse trabalho é uma espécie
de compilação de opiniões semelhantes – semanticamente – convergindo na
composição de um só discurso. É uma espécie de ‘uníssono textual’: várias vozes
compondo um mesmo texto, que, no fim das contas, realmente parece ser oriundo
de um único sujeito (coletivo).
Ademais, assistimos
vídeos retratando a noção do conceito ampliado de saúde e refletimos ainda mais
no intuito de construir acepções nossas, tão completas e abrangentes quanto
possível.
No segundo
momento da nossa aula, tivemos o primeiro contato com o método PBL (a ser
trabalhado no BI e no curso de Medicina, no segundo ciclo). Nesse contexto, nos
reunimos em nossos grupos estabelecidos para o Módulo 1 e tivemos que discutir
acerca do caso de Dona Ismênia. Buscar uma vertente do conceito de saúde para
analisá-lo no caso em específico, discutir a dualidade saúde x doença na
família, tentar solucionar os problemas da família com algumas intervenções e
medidas hipotéticas (não fora exigido o aprofundamento no caso, apenas uma
análise superficial, mas que abarcasse todos os conteúdos trabalhados até
então).
Particularmente falando, o método me apetece bastante porque
parece integrar a teoria à prática de forma mais natural e realista. Partindo
do pressuposto de que posteriormente teremos casos reais para lidar e buscar
solucionar, nada mais apropriado do que começar a fazê-lo de forma hipotética e
quase despretensiosa, não percebendo o quanto podemos evoluir em diagnósticos e
prognósticos com esses exercícios.
CONCEITO DE SAÚDE - 31.10.2014
Primeiramente, é digno de
menção: a meu ver, o conceito de saúde nunca será inteiramente completo, mesmo
que infindas definições lhe sejam acrescidas. Tal constatação decorre,
principalmente, dos debates e explanações realizados em aula até então. Cada um
adota uma visão ao falar de saúde e, por mais contrastantes que pareçam, essas
visões nunca se subtraem, apenas agregam valores, significação e veracidade
umas às outras.
Lembro-me que durante o primeiro encontro fui muito menos
categórica e técnica ao explanar minha definição de ‘saúde’. Busquei a
subjetividade. Esse é um dos vieses que penso ter deveras importância e que
poucos buscam enxergar de fato. No entanto, a essa subjetividade eu acresceria
também inúmeras visões complementares, dentre as quais: o biopsicossocial, a
busca incansável, as funcionalidades biológicas e o conceito de equilíbrio.
Devo ressaltar também que me encantou o Discurso do Sujeito
Coletivo. Acredito que esse exercício traduza de maneira exemplar a edificação
do conceito de saúde: um uníssono de concepções que se debatem, se integram, se
aprimoram, se contemplam, se validam, se revigoram, se ampliam, se associam ou
dissociam. Desse modo, percebe-se ainda mais a potencialização da
verossimilhança do conceito.
Logo, minha acepção de saúde é um reflexo da incapacidade de
defini-la em sua completude – ou buscar completude para defini-la –, englobando
todos os âmbitos imprescindíveis acerca dela. Li, certa vez, esta frase:
“quando escrevo liberdade, condeno a palavra à oração perpétua”. Parafraseando-a,
condenaria o conceito de saúde à doença da ignor(ânsia) se o limitasse. E,
ademais, vejo que a questão central não se limita à elucidação: demasiada
importância deve ser atribuída à vivência! Por fim, há uma frase oriunda de
minha primeira reflexão que continua pertinente e cuja veracidade me parece tão
simples quanto lúcida: “A SAÚDE é a sua própria manifestação de pequenas lutas
diárias em seu nome.”.
(Natália Oliveira)
ENCONTRO 04 - 07.11.2014
No quarto
e último encontro do primeiro módulo de nosso vocacional, a professora Gabriela
dividiu-nos previamente em dois grupos para a leitura de dois textos,
respectivamente: ‘Espaço, território e saúde: contribuições de Milton
Santos para o tema da geografia da saúde no Brasil’ e ‘Território e
territorialização: incorporando as relações produção, trabalho, ambiente e saúde
na atenção básica à saúde’.
A partir
das conclusões apreendidas da leitura de ambos os textos, cada grupo deveria
refletir acerca do conceito de territorialização. Feito isso, recebemos um novo
caso para estudar, analisar e tentar solucionar os problemas envolvidos: o caso
de D. Ismênia. As problemáticas em questão envolviam a influência do território
nas práticas de saúde e a necessidade de organização, atuação e estruturação
dessas práticas.
A
professora Gabriela fez uma espécie de brainstorming
após as explanações de todos os grupos e pudemos coligir quão influente é o
território – nos mais variados âmbitos e óticas assinalados – para a definição
da saúde das populações.
Por fim,
realizamos uma avaliação interpares a fim de quantificarmos nosso desempenho e
de nossos colegas de grupo nesse primeiro Módulo do Componente Curricular.
ENCONTRO 05 - 18.11.2014
Nesse encontro, dentro da temática da Transição
Epidemiológica, tivemos acesso ao banco de dados Datasus e realizamos algumas
análises. Foi bastante interessante manusear esses dados – à disposição de
todos, fato desconhecido por muitos, inclusive por mim – e entender a
importância dos estudos estatísticos também na saúde.
Nesse ínterim, pode-se perceber a interdisciplinaridade na
prática: numa aula do Vocacional em Saúde, pudemos aplicar e desenvolver
conhecimentos apreendidos em aulas de Matemática no Cotidiano, aliando áreas
adversas na edificação de um saber mais completo, enriquecido e atendendo ao
princípio de epistemodiversidade.
Ademais, discutimos pontos como a diferenciação de prevalência
e incidência; a influência da transição demográfica em algumas enfermidades que
acometem a população brasileira; as principais causas de mortalidade para homens
(câncer de pulmão e próstata) e mulheres (câncer de mama); doenças prevalentes
por região.
Todas as discussões levantadas objetivavam também auxiliar a
entender a estrutura e o desempenho do
sistema de saúde em nosso país.
DETERMINANTE DE SAÚDE E DE DOENÇA NO TERRITÓRIO
Rua Santa Cruz, Centro (COARACI, BA)
Foto tirada às 12:31h
21.11.2014
Para ilustrar meu determinante de saúde, escolhi uma foto
que capta minha rua e seu entorno, representando a tranquilidade a que estou
acostumada em minha cidade pequena e pacata. Pudemos apreender que saúde também
se encontra deveras atrelada território que pertencemos. No meu caso, não
poderia ser mais feliz com a pequenez de minha cidade e com o fato de que é
também a sua pequenez que não dá margem para a ocorrência de problemas típicos
de cidades maiores – rotina e trânsito estressantes, por exemplo. Gosto de
compor esse território. Às vezes, pareço me sentir em casa até mesmo quando
ando nas ruas. A cidade inteira acolhe, convida a sentir a calmaria comum aos
interiores. Nesse ínterim, justifico
minha escolha ratificando que o (meu) território é um dos maiores indicadores e
mediadores de (minha) saúde.

Rua Santa Cruz, Centro (COARACI, BA)
Foto tirada às 12:33h
21.11.2014
ENCONTRO 06 - 21.11.2014
Iniciamos esse encontro apresentando nossas fotos acerca dos
determinantes de saúde e de doença em nosso território. Como sempre, a transcendência
do conceito de saúde nos levou a analisar os determinantes de forma muito
subjetiva, evidenciando pontos mais relevantes segundo o próprio conceito.
No segundo momento de nossa aula, unimos nossas atenções numa
explanação acerca da importância da doação de sangue, realizada por um
enfermeiro do hospital Calixto Midlej. Apesar de não ter sido previamente
acordada, essa pequena palestra foi deveras importante na exemplificação de
nossa situacionalidade na área da saúde e a importância e a difusão da execução
desse gesto que pode salvar vidas.
Após um breve intervalo, as turmas do BI-Saúde e BI-Ciências
foram reunidas, juntamente com os respectivos professores, com a finalidade de
expor o projeto de um Biomapa, servindo de modelo para os discentes. Então,
faremos um projeto também embasado num Biomapa, e sob temáticas diferenciadas.
No caso da Saúde, a professora Gabriela estabeleceu a temática da Dengue,
enfermidade prevalente no município de Itabuna. Ademais, cada grupo de
discentes (seja da Saúde, seja de Ciências) será orientado por um docente de
sua escolha na realização desse trabalho. Compomos nosso grupo: Ana Clara
Matos, Andressa Viana, Olavo Grangeiro, Ramon Elias e eu. Escolhemos como nosso
orientador o Prof. Dr. Rogerio Cansi. A certeza de trabalhar com pessoas tão
competentes já garante a ideia de êxito na execução desse projeto. O tempo é
curto, mas decerto, aproveitá-lo-emos da melhor forma possível, com
responsabilidade e compromisso.
ENCONTRO 07 - 25.11.2014
Utilizamos esse encontro para nos reunirmos nos respectivos
grupos para a composição do projeto do Biomapa. Sob a orientação do Prof.
Rogerio Cansi, delimitamos nossa linha de pesquisa, nossa metodologia,
discutimos a temática, formulamos hipóteses e realizamos a divisão de tarefas
em nosso grupo.
Decidimos, então, abordar em nosso trabalho a incidência da
Dengue no município de Itabuna por bairro, analisando e correlacionando focos
(IIP – Índice de Infestação Predial) e casos. Descartamos a relação direta com
o Rio Cachoeira, pois, como é sabido, o mosquito Aedes Aegypti põe suas larvas
apenas em água parada, logo o Rio não é uma ‘possibilidade’.
Como sugestão de nosso orientador, incluímos em nossa
pesquisa a Educação Ambiental: quais as escolas adotam? Há uma diferenciação da
situação de casos e focos onde há a aplicabilidade da Educação Ambiental?
Descobriremos e fundamentaremos nossa pesquisa.
Então, fomos a campo no intuito de buscar dados. Decidimos,
com o auxílio de nosso enfermeiro da equipe, Ramon Elias, visitar a vigilância
epidemiológica do município. Assim feito, tivemos uma conversa bastante
produtiva com o coordenador de combate à dengue, Renato Freitas, e o mesmo se
mostrou bastante solícito e disponibilizou dados importantíssimos para nossa
pesquisa. Ficamos fascinados com a organização e a riqueza de seu banco de
dados e, decerto, o utilizaremos com todo o respeito na edificação de nosso
trabalho.
ENCONTRO 08 - 28.11.2014
Iniciamos essa aula debatendo acerca da temática racismo
ambiental, abordada num artigo viabilizado pela Prof. Gabriela.
Particularmente, discordo do termo, não da existência da segregação. Acredito
que o termo suscite uma ideia errônea acerca da ocupação dos espaços. A
temática é muito mais complexa do que aparenta, tendo que relacionar a
historicidade e uma série de outros fatores nessa discussão. Em minha opinião,
não há necessidade de utilizar “racismo ambiental” como um adendo ao próprio
racismo, à segregação e exclusão. São problemáticas similares, partindo de
origens similares. Reconheço a diferenciação da condição dos espaços ocupados
por negros e brancos, todavia não me referiria a esse fato como uma vertente do
racismo. Minha posição contrária, juntamente com as colegas Clara e Andressa,
não busca mascarar a existência do racismo; acredito que busque entendê-lo como
fator de certa predisposição; não fator determinante de ocupação dos espaços.
Ademais, continuamos nossas pesquisas com o Biomapa.
Utilizando o Google Earth, Clara começou a referenciar os focos e casos de
Dengue no município de Itabuna, do período de janeiro a novembro do ano em
curso. Com o auxílio de nosso orientador, Prof. Rogerio, decidimos buscar no
município os dados referentes à Educação
Ambiental. A parte que me coube diz respeito às análises estatísticas que,
graças ao prof. Robson e ao componente Matemática no Cotidiano, tenho dominado
bem algumas ferramentas como o software “R”.
Decidimos,
por fim, seguir a seguinte temática: associação dos focos e casos de dengue
(por bairro) no município de Itabuna.
ENCONTRO 09 - 02.12.2014
Nosso
projeto do Biomapa já está em processo de conclusão. Nos reunimos com nosso
orientador para os ajustes finais e divisão das partes de cada um. Também
pudemos nos informar que no município de Itabuna não há colégios da rede
pública que trabalhem com a Educação Ambiental. Então, utilizaremos essa
temática como um fator mitigador para a alta incidência de Dengue no município.
Para dar
embasamento às discussões, o prof. Rogerio sugeriu que cada um dos componentes
lesse pelo menos dois artigos enfocando o tema “Dengue”. Ademais, precisamos
apenas concluir nossa apresentação de slides e arrematar alguns pontos soltos.
Concluímos, quase que definitivamente, nosso projeto do Biomapa. Os
últimos adendos e ajustes dizem respeito apenas à análise estatística, em
processo de finalização. Estou bastante satisfeita com os resultados e todo o
desenvolvimento do projeto. Fomos felizes na escolha da equipe e do orientador.
O mais interessante é pensar que, inicialmente, havia
dúvidas quanto ao êxito por conta tempo que teríamos para realizar o projeto.
Hoje, pudemos comprovar que, com comprometimento, responsabilidade, divisão de
tarefas e sob a orientação necessária, pode-se alcançar êxito nos projetos, sejam
eles quais forem e independentemente do tempo disponibilizado.
ENCONTRO 11 - 10.12.2014
Nossa aula hoje foi inteiramente utilizada para a
apresentação dos grupos e seus projetos referentes ao Biomapa. Gostei bastante
das apresentações e acredito que todas, de uma forma ou de outra, são
complementares.
Acredito que meu grupo e meu projeto tiveram êxito em sua
explanação e os objetivos foram devidamente cumpridos. Salvo algumas falhas,
por conta do curto período que tivemos para a elaboração de um projeto tão
complexo, acredito que meu grupo teve um ótimo desempenho.
Sendo o encerrar de um ciclo e de um quadrimestre, agradeço
pelo conhecimento partilhado e apreendido até então. A autonomia do saber se
mostrou, para mim, muito mais eficaz e benéfica do que a aprendizagem
tradicional que tive contato durante toda a minha vida. Apreender novas visões
acerca da saúde foi de crucial importância para ratificar meu anseio de seguir
esta área.
Por fim, gratidão e sabedoria são as palavras de ordem nesse
momento!
RETROSPECTIVA SINTÉTICA DE SABERES
Primeiramente, é válido salientar que o Componente
Curricular Vocacional em Saúde transcendeu todos os aspectos e todas as
acepções possíveis acerca de saúde. Deveras importante foi a análise da importância
da historicidade e dos contextos para a delimitação de um conceito que não pode
ser completamente e imutavelmente definido.
Transcorremos um longo percurso e uma premissa freiriana se
confirma: é necessário reconhecer-se incompleto. Por mais ampla que seja nossa
abordagem, nossa vivência, nossa partilha de saberes... Ainda há uma infinidade
a construir e apreender.
O contato com a área da saúde ratificou em mim o anseio de
nela continuar edificando sapiência e buscando transformar o território no qual
me insiro. Os desafios são e serão inúmeros; não obstante, há de se perseverar
e crer na melhora. O lapso da ideia é a primeira fagulha na composição dos
projetos e mudanças.
Deveras imprescindível fora viabilizar a quebra de
paradigmas e verdades absolutas, objetivando reestruturar – também
subjetivamente – o conceito de saúde. Afinal:
“No
âmbito da produção de conhecimento, o passo mais importante será certamente reconfigurar
o objeto privilegiado ‘saúde’. Isto deverá resultar de uma apreensão pragmática
do objeto, não no senso comum do imediatismo, e sim no sentido de que este deve
alimentar uma práxis em vez de constituir-se em mera produção e incorporação de
tecnologia.”¹
Importância crucial seja dada também ao território na
composição dos conceitos e práticas da saúde. Pois “o conceito de espaço
geográfico incorpora os determinantes naturais e sociais numa visão de
totalidade, que muitas vezes falta à análise epidemiológica” (SILVA, 1997, p. 588).
A estruturação e a organização da saúde estão diretamente vinculadas à
territorialização. As subdivisões nas equipes promotoras da saúde são
necessárias para a potencialização dos resultados.
Por fim, aliar toda a aprendizagem às vivências é mais do
que essencial para o êxito na profissionalização e em vários outros âmbitos da
vida. É preciso, sobretudo, sensibilidade e humanização, principalmente na área
que objetivamos atuar. Nesse sentido, é de suma importância coligir que nosso
primeiro contato com a saúde através desse componente nos direcionará às
práticas mais humanísticas, integradas e exultantes em nossos percursos.
¹ PAIM, Jairnilson S.;
ALMEIDA FILHO, Naomar de. Saúde coletiva: uma " nova saúde pública"
ou campo aberto a novos paradigmas. Rev saúde pública, v. 32, n. 4,
p. 299-316, 1998.

Ótimos relatos e ótimas reflexões! Continuemos, então, o percurso rumo à compreensão da saúde...
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