domingo, 7 de dezembro de 2014

Sombras

       Nessa atividade, pudemos realmente vivenciar a interdisciplinaridade na prática: noções de geografia numa aula de Experiências do Sensível. Inicialmente, confesso que não entendi a finalidade da realização desse trabalho. Entretanto, como sempre, há uma razão maior permeando a atividade e sempre nos surpreendemos com os resultados.
       Utilizamos sombras para fazer análises de conceitos geográficos, versando entre Copérnico, Keppler... E, até certo ponto da aula, a funcionalidade da atividade ainda não se mostrava clara. Foi então que, depois de algumas discussões e conceitos partilhados, chegamos a uma premissa básica: sombra é a ausência de luz.
       Nesse sentido, a atividade seguinte foi basicamente internalizar o conceito de sombra aos nossos sentidos: seguir um percurso de olhos fechados com alguém como guia. O curioso é que, no fim das contas, pudemos valorizar a importância da luz e de suas propriedades como norte de nossos sentidos. Só quem vive com os olhos ‘eternamente fechados’ sabe lidar tão bem com a ausência de luz, através dos sentidos aguçados, sentidos esses que nós tivemos que nos disciplinar para nos adequarmos à situação, sendo um tanto irritante sermos obrigados a fazê-lo.

       Por conseguinte, fica a indubitável valoração da luz e sua aplicabilidade nos vários âmbitos de nossas vidas. Humberto Gessinger costuma cantar : “toda vez que falta luz, o invisível nos salta aos olhos”. Para quem convive a vida inteira com a ‘falta de luz’, o invisível pode ser familiar. Mas para nós, altamente dependentes da luz, o invisível assusta e nos limita, de certa forma. São dois modos de ver (ou não ver) a mesma situação.  

(Natália Oliveira)

Um comentário: