Nessa
atividade, pudemos realmente vivenciar a interdisciplinaridade na prática:
noções de geografia numa aula de Experiências do Sensível. Inicialmente,
confesso que não entendi a finalidade da realização desse trabalho. Entretanto,
como sempre, há uma razão maior permeando a atividade e sempre nos
surpreendemos com os resultados.
Utilizamos
sombras para fazer análises de conceitos geográficos, versando entre Copérnico,
Keppler... E, até certo ponto da aula, a funcionalidade da atividade ainda não
se mostrava clara. Foi então que, depois de algumas discussões e conceitos
partilhados, chegamos a uma premissa básica: sombra é a ausência de luz.
Nesse
sentido, a atividade seguinte foi basicamente internalizar o conceito de sombra
aos nossos sentidos: seguir um percurso de olhos fechados com alguém como guia.
O curioso é que, no fim das contas, pudemos valorizar a importância da luz e de
suas propriedades como norte de nossos sentidos. Só quem vive com os olhos ‘eternamente
fechados’ sabe lidar tão bem com a ausência de luz, através dos sentidos aguçados,
sentidos esses que nós tivemos que nos disciplinar para nos adequarmos à
situação, sendo um tanto irritante sermos obrigados a fazê-lo.
Por conseguinte,
fica a indubitável valoração da luz e sua aplicabilidade nos vários âmbitos de
nossas vidas. Humberto Gessinger costuma cantar : “toda vez que falta luz, o
invisível nos salta aos olhos”. Para quem convive a vida inteira com a ‘falta
de luz’, o invisível pode ser familiar. Mas para nós, altamente dependentes da
luz, o invisível assusta e nos limita, de certa forma. São dois modos de ver
(ou não ver) a mesma situação.
(Natália Oliveira)
Captaste a intenção perfeitamente!
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