Através da
seleção de sons emitidas pelos mais variados animais, pude atribuir uma ressignficação
ao som, no meu ponto de vista: comunicação. Com essa atividade, reparei que não
enxergava nos sons – que não os humanos – um papel de comunicar e uma
intencionalidade definida. O som que escolhi, o canto das baleias jubartes, tem
finalidade reprodutiva, o que me surpreendeu. Nós, humanos, estamos tão
ocupados com nossa mania de superioridade que, algumas vezes, possuímos crenças
errôneas. Todos os sons na natureza têm inúmeras razões, razões pelas quais
também atribuímos razões aos nossos sons. A compreensão de outras linguagens
chega a ser epifânica!
De maneira
semelhante aos outros animais, fomos convidados a utilizar nosso corpos na
emissão de sons e tentar obter harmonia no processo. Ficamos um tanto perdidos;
o hábito de utilizar a fala na comunicação e na emissão de sons anuviou nossos
sentidos e aptidões para a linguagem corporal, que emudece a fala, porém amplifica
a significação de nossa comunicação instintiva.
O título
dessa atividade fora bastante sugestivo. Fez-me pensar na ideia de que estamos
todos inseridos num imenso concerto, cujos sons variam de intencionalidade de
ser para ser, mas nem por isso devem ser subjulgados ou negligenciados. Cada
cantar de pássaros (ou baleias), cada rugido, grunhido, latido, miado, gemido,
grito, sussurro... Cada som é importante e apresenta impactos biológicos,
emocionais, instintivos. Cada som soma.
(Natália Oliveira)

Você deveria fazer um concerto para a gente né!? Bjos
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